Fim ao terrorismo nutricional

Vivemos numa era aonde as redes sociais são as principais fontes de informação para a população leiga, e ainda não sabemos muito bem como lidar com essa enxurrada de informação, que muitas vezes me parece uma terra sem lei, onde todos podem falar sobre o que quiserem, mesmo quando o assunto é sério e precisa ser tratado com cautela, preferencialmente por alguém habilitado no assunto.

A nutrição sofre com essa nova era. Afinal, entre os temas que mais fazem sucesso nas redes sociais estão as dieta e a nutrição em geral. Infelizmente, os principais influenciadores não são profissionais da área, o que me revolta e também me assusta muito.

Esse problema virtual afeta de forma real a vida das pessoas, pois interfere no comportamento alimentar de uma parcela da população. A relação que temos com os alimentos precisa ser saudável, para que tenhamos saúde. O que vemos hoje, muitas vezes, é uma espécie de terrorismo nutricional. E pasmem: as frutas e alguns vegetais estão na rota desse terrorismo.

Um dos grandes desafios em relação à nutrição na saúde coletiva, com base em estudos de base populacional, sempre esteve relacionado ao baixo consumo de frutas e hortaliças por nossa população, mesmo com toda a variedade encontrada no Brasil. E agora, vejo verdadeiras campanhas contra o consumo desses alimentos.

Percebo pessoas estimulando o consumo de produtos altamente processados, em vez de incentivar o uso do que é alimento verdadeiro. Isto porque a contagem de calorias passou a ser mais importante do que a composição nutricional.

Você que lê esta matéria, não se iluda em redes sociais. Procure um nutricionista!

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