EUA e Rússia pedem adesão de todos ao cessar-fogo na Síria, a partir de segunda-feira

Síria guerra-reprodução
Conflito arrasou o país árabe e já deixou mais de 400 mil mortos desde 2011. Foto: Reprodução/internet

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, convocaram hoje (9) todas as partes envolvidas no conflito na Síria a aderirem a um cessar-fogo a partir do anoitecer da próxima segunda-feira (12).

Após mais uma rodada de negociações para definição de um plano para reduzir a violência na Síria – o conflito começou em 2011 e já deixou mais de 400 mil mortos – e levar o país árabe a um processo de transição política, os ministros norte-americano e russo anunciaram que se “a janela de oportunidade” for respeitada, Washington e Moscou iniciarão uma colaboração militar para combater grupos terroristas, como a Frente Al Nusra e o Estado Islâmico.

“Nós devemos ir atrás desses terroristas de maneira sistemática”, disse Kerry. Já Lavrov disse que ainda existe uma falta de confiança entre Moscou e Washington na cooperação e nas negociações em torno da Síria, mas explicou que a prioridade máxima desse novo acordo é reconfirmar o regime de cessar-fogo. Ele assegurou que a disposição é de que russos e americanos trabalhem com todas as partes para garantir a cessação das hostilidades.

“Assim se abre uma grande janela de oportunidade”, disse o italiano Staffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas (ONU) para a Síria. Tanto Kerry quanto Lavrov afirmaram que o acordo pode significar uma “reviravolta” no conflito, embora ainda precise ser colocado em prática.

O acordo também inclui acesso humanitário irrestrito nas áreas de necessidade, como Aleppo. Segundo Kerry, os EUA esperam que a Rússia possa garantir que o governo de Damasco respeite esse acordo de trégua. Segundo os dois secretários, o objetivo final do cessar-fogo é criar condições para a retomada das negociações de paz entre rebeldes e o regime de Bashar al Assad.

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