Estações de metrô não têm estrutura para receber ciclistas

Pelas singularidades do Distrito Federal, o especialista em trânsito da UnB Paulo César Marques acredita que sempre vai existir uma distância razoável para a população se locomover. “Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, o metrô fica em pontos de grande movimento. Nós não temos aglomerações em muitos locais. Andar de ônibus e carro tem um custo de tempo e financeiro associado que a bicicleta não tem. Integrada ao metrô, ela resolve os problemas de locomoção de uma parcela importante da população”, argumenta. As estações Central, da Rodoviária do Plano Piloto e da Praça do Relógio, em Taguatinga, são exemplos das que reúnem mais pessoas. Nenhuma das duas tem paraciclos.


O funcionário público Leonardo Lisita, 49 anos, é usuário do metrô e adepto das duas rodas. Ele vendeu o carro em 2006, mas a falta de estacionamentos para bicicleta o desanima a usá-la todos os dias. Nos dias que tem aula à noite, na UnB, prefere deixar a magrela em casa por não haver paraciclo na Estação Central do metrô nem no câmpus da universidade. “Lá (na UnB), até tem um local para deixar a bicicleta. Mas é preciso ir atrás de uma pessoa que tem a chave e você perde muito tempo com isso. A logística é muito ruim”, diz. Leonardo conta que, se demora a encontrar o funcionário, corre o risco de perder o trem de volta para casa. 


Fonte: Correio Braziliense

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