Enriquecimento de servidores da UFRJ

Em dezembro, Hage decidiu pela demissão de um professor da UFRJ que contratou a própria empresa (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 16/12/09)
Em dezembro, Hage decidiu pela demissão de um professor da UFRJ que contratou a própria empresa

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu uma auditoria para apurar o caso de enriquecimento ilícito de quatro servidores da área de licitações da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A denúncia de que os funcionários levavam uma vida incompatível com o salário pago pelo governo foi feita a partir da divulgação dos salários na internet — determinação imposta pela Lei de Acesso à Informação. O Correio revelou a história em novembro do ano passado, mostrando que um servidor com remuneração mensal de R$ 5 mil, por exemplo, chama a atenção por ter uma coleção de armas, motos e obras de arte de alto valor.

A auditoria começou porque os técnicos da CGU não encontraram fortes indícios no material entregue, que incluía a cópia da tela do Portal da Transparência mostrando o salário de cada um deles. Apesar de os dados não serem suficientes para provar que, de fato, houve crescimento patrimonial indevido, o objetivo da auditoria é ampliar a investigação. Os integrantes do órgão estão fazendo uma devassa na documentação dos processos licitatórios realizados pela unidade da UFRJ. Havendo material, a Controladoria-Geral da União abrirá um processo administrativo disciplinar (PAD) contra os servidores, que podem até ser demitidos, já que o enriquecimento ilícito é considerado um ato de improbidade administrativa.


Fonte: Correio Braziliense

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