Em tom de oração

Como na canção do Roberto Carlos: “Eu voltei, voltei para ficar / Porque aqui, aqui é o meu lugar. / Eu voltei para as coisas que eu deixei. / Eu voltei…”

            A verdade é que eu voltei essencialmente porque Deus me concedeu a graça de voltar. Mas não caminhando com minhas próprias pernas, àquela altura quase inertes. Além do toque divino, tudo leva a crer que eu voltei por inúmeras outras razões paralelas, que proporcionaram a minha volta.

Eu voltei pelas orações de minha mulher, de meus filhos, netos e familiares distantes; eu voltei pelas orações de meus diletos Irmãos da Maçonaria. E foi esse forte jato de fé que iluminou o caminho obstruído da principal artéria de meu octogenário coração, guiando o bisturi nos dedos enluvados e competentes do conhecido cirurgião Paulo Mota, assistido de perto pelos também cardiologistas Wagner Amorim e Getro Artiaga, trio de médicos que realizou o milagre de me ressuscitar.

Sim, eu voltei, ciente de que preciso ficar menos pior do que fui antes, sobretudo ser mais tolerante com meus semelhantes. Mas não com a intenção de virar santo, isto porque sou absolutamente incapaz de caminhar sobre o fio de uma navalha.

Sobretudo, muito obrigado, Senhor, por ter me permitido voltar. Amém!

PS – Quase esqueci de agradecer à jovem médica Ana Maria de Castro, que cuidou de mim antes, durante e agora.

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