Em carta, Cunha admite erro, mas nega ter mentido à CPI da Petrobras

 
 

Em carta enviada a parlamentares nesta quarta-feira (31), o deputado afastado Eduardo Cunha nega que tenha mentido à CPI da Petrobras, admite que errou e “passou do ponto” em muitos momentos e afirma que a decisão sobre o processo contra ele pode gerar consequência a ponto de “destruir” sua vida e a de sua família.

Em um dos trechos do documento, Cunha faz um apelo aos deputados que estão preocupados com a repercussão na imprensa do eventual apoio à sua absolvição.

“Se você está preocupado com a repercussão da mídia se não votar contra mim, já pensou que ela em seguida, por outro assunto, poderá te bater ou enaltecer independentemente do resultado? Sabemos qual é a forma de a mídia operar, mas peço que o medo da repercussão dessa decisão não seja o preço que custará a minha vida e o legado pelo qual tanto lutei.”

O ex-presidente da Câmara também fala de sua atuação no processo de impeachment de Dilma Rousseff. Em caixa alta e em negrito, o texto afirma: “TODOS SABEM QUE SEM A MINHA DETERMINAÇÃO E SEM A MINHA ATUAÇÃO JAMAIS ESTE PROCESSO TERIA SIDO ABERTO”.

Mais à frente, Cunha argumenta que “não é justo” que ele perca o mandato e os direitos políticos “por ter tido a coragem e conduzir o processo de impeachment do governo e do partido que estava destruindo nosso país”.

Cunha diz que, ao falar na CPI da Petrobras, “não estava sob compromisso de juramento” e argumenta que “ninguém é obrigado a fazer prova contra si próprio”. Afirma ainda que disse a verdade quando declarou à CPI que todas as suas contas estavam informadas no seu Imposto de Renda.

“Eventual ilícito que tenha cometido, será objeto de punição pelo STF. Nada do que eventualmente tenha feito de errado ficará impune e, se for condenado, a Constituição já prevê a perda de mandato”, completou ele.

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