Dias difíceis

 

O que está acontecendo com a humanidade? Por que tanto escândalo e violência? Será que a humanidade piorou? Não. Apenas boa parte das pessoas perdeu o medo dos controles que vigoraram até recentemente: medo do inferno, medo da Justiça e medo de ser descoberto.

Concomitantemente, há uma outra parte desejosa e lutadora por um mundo melhor, mas infelizmente a nossa imprensa, que viciou seus leitores em escândalos,  justifica-se afirmando que “as pessoas só gostam do que não presta e que não é papel da mídia educar as pessoas”, o que não é verdade.

É dever ético do educado colaborar para a educação do menos educado. Na escola terra todos somos alunos e professores uns dos outros.  Recentemente, Jô Soares, entrevistando Divaldo Franco, o maior médium do Brasil, deu-lhe apenas 17 minutos. Mas em outra oportunidade, dedicou quase todo o programa entrevistando uma prostituta americana, que nada tinha a dizer, e foi convidada apenas porque foi flagrada dentro de um carro com um ator famoso.

Em muitos países da Europa, pessoas que podem deixam lanches pagos para os pobres, bilhetes de trem para carentes que precisam viajar, e nos ônibus e bancas de revistas não há cobradores. Nesses países, entendeu-se que o mundo somos todos nós. É função do que pode colaborar com o infortunado.

Enquanto isso, aqui no Brasil, vemos pessoas cada dia mais trancadas em casa, deprimindo-se e engordando as estatísticas do uso de medicamentos controlados. Felizes são os pobres que no final de semana fazem seus forrós, bebem suas cachaças e comem suas farofas. Os ricos, que se perturbam com qualquer contrariedade, não entendem como os pobres podem divertir-se.

Devemos viver, apesar dos problemas. Quem se fecha, se queixa, e vive arrumando desculpas para não passear e se divertir, não visitar e não receber visitas, entra no terreno perigoso da depressão. Com o Mestre Confúcio, aprendemos: seja natural, não vá para os extremos. Ame!

 

 

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