DF está próximo de superar ranking internacional de transplantes

Ao conquistar este ano o primeiro lugar no Brasil em captação de órgãos – com 32,7 doadores por milhão de habitantes -, o DF está próximo de alcançar, no ranking internacional, patamares de países desenvolvidos, conforme levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

“Os transplantes são procedimentos de alta complexidade, que só são feitos onde os demais serviços funcionam. E mais: o alto número de doadores está diretamente ligado à confiança das pessoas no sistema”, afirmou hoje o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, a Espanha é o país com a maior proporção de doadores de órgãos do mundo, com uma média de 35 pessoas por milhão de habitantes, índice que o DF está cada vez mais perto de conseguir: “Isso vai ocorrer em pouquíssimo tempo”, ressaltou o secretário.
INVESTIMENTOS – A melhoria no setor está relacionada aos investimentos feitos pelo Governo do Distrito Federal nos últimos dois anos e oito meses. Até 2010, a média de transplantes não chegava a metade do que é feito atualmente.

Antes o número de doadores por milhão de habitantes não passava de 10, mas na atual gestão foram ampliadas as equipes de captação; disponibilizados leitos exclusivos para manutenção de propensos doadores; e os hospitais receberam credenciamento de novos tipos de transplantes.

“Estávamos descredenciados para transplante de fígado, por exemplo. Em coração, ocupávamos o sexto lugar no Brasil. Hoje já estamos iniciando, inclusive, as cirurgias de outros órgãos, como o pulmão”, informou a coordenadora da Central de Transplantes, Daniela Salomão.

Ainda, de acordo com a coordenadora, o aumento na captação de doadores, se deve a maior eficácia na manutenção dos pacientes em morte cerebral e pela melhoria na comunicação de potenciais doadores atendidos nos pronto-socorros e nas UTIs.
TRANSPLANTES – De janeiro a junho de 2013 foram realizados 289 transplantes no Distrito Federal. Desses, 184 de córnea, 64 de rim, 24 de fígado, 17 de coração e 4 de medula óssea.

Com esses números, o DF é primeiro lugar no Brasil em transplantes de coração e córneas, liderança registrada em estatísticas anteriores da ABTO.

A novidade está na lista de cirurgias de fígado e rim, em que o Distrito Federal aparece, respectivamente, em segundo e terceiro lugares na classificação nacional. Em ambos os casos, houve o avanço de uma colocação no ranking.

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