DF está em estado de atenção por causa da baixa umidade

Queimadas-Agência Brasília
Bombeiros têm muito trabalho com as queimadas durante a estação seca. Foto: Agência Brasília

Os brasilienses estão sofrendo muito neste período de seca prolongada. A baixa umidade relativa do ar tem sido inferior aos 30%, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como ideal os 60%. Diante disso, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, declarou estado de atenção, na tarde de quarta-feira (13). 

Durante os últimos cinco dias, de acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, os níveis apresentaram média de 25%. Até 20%, segue o estado de atenção. Caso esse porcentual fique mais baixo durante três dias seguidos, o estado de alerta é decretado.

 “Crianças e idosos são os que mais sofrem com os efeitos da seca e, por isso, precisam de cuidados redobrados”, enfatiza a assessora especial da subsecretaria, a major do Corpo de Bombeiros Militar, Juliana Toledo. Segundo ela, beber água com frequência e usar filtro solar durante à exposição ao sol é fundamental. Com a longa estiagem e a baixa umidade relativa do ar, há um agravamento dos problemas respiratórios e das doenças de pele.

Aulas e esportes – A recomendação para suspensão de aulas nas escolas ocorre quando entra-se em estado de emergência, com umidade relativa do ar abaixo dos 12% por dois dias consecutivos. Para aqueles que gostam de esporte, a prática de exercícios físicos deve ser evitada entre as 10h e as 17h, pois, durante esse período, a insolação e a evaporação atingem seus índices mais elevados.

 Outro cuidado importante é com a possibilidade de incêndios florestais. É recomendável que a população evite fazer queimadas em áreas de vegetação e, em hipótese alguma, motoristas devem jogar pontas de cigarros pela janela, pois a fagulha pode desencadear queimadas.

 De acordo com Juliana Toledo, o histórico do período mostra que a temperatura tende a continuar subindo e, a umidade, deve cair. “Nossa previsão é de que agosto e setembro apresentem índices mais preocupantes”, acredita.

Dicas da Defesa Civil

  • Aumentar a ingestão diária de líquidos, independentemente de apresentar sede ou não. Beber pelo menos seis copos de água;
  • Evitar os banhos prolongados com água quente, bem como o uso excessivo de sabonete para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele;
  • Pingar duas gotas de soro fisiológico em cada narina, pelo menos seis vezes ao dia. Esse procedimento evita o ressecamento nasal e a ocorrência de sangramento;
  • Evitar ligar aparelhos de ar-condicionado, que retiram ainda mais a umidade do ambiente;
  • Colocar toalhas molhadas e bacias com água nos quartos durante todo o dia. Isso ajuda a manter o ar ambiente mais úmido;
  • Vestir roupas adequadas às condições do tempo. No calor, usar roupas leves e se possível de algodão;
  • Fazer refeições leves, incluindo frutas e verduras sempre que possível;
  • Evitar exercícios físicos no período compreendido entre 10 h às 17 h. Neste período, a insolação e evaporação atingem seus índices máximos;
  • Usar cremes hidratantes ou óleo vegetal em abundância para evitar o ressecamento da pele.
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