Cresce o número de mortes em faixa de pedestre

Em Brasília, o pedestre sabe que é respeitado. Basta estender a mão diante da faixa para atravessar a rua com preferência. Há exatos 16 anos, a capital ficou conhecida em todo o território nacional por se tornar a primeira unidade da Federação a dar prioridade a quem precisa cruzar as pistas. A medida poupou vidas desde 1997 — a quantidade de pedestres mortos nas pistas caiu de 202 para 117 no ano passado, uma redução de 42%. Mas a imprudência de alguns motoristas e até de pedestres ainda mancha de sangue as listras brancas pintadas sobre o asfalto. Em 2012, oito pessoas morreram enquanto tentavam passar pelo local que deveria ser absolutamente seguro para a travessia. O número é o dobro do ano anterior e o terceiro pior resultado em 16 anos.


Em 2011, quatro pedestres morreram na faixa, todos eles em Taguatinga, na Via LJ 2, a avenida que separa a QNL da QNJ. No ano passado, as tragédias ocorreram em outros pontos do DF: três foram em Santa Maria, três em Ceilândia, uma na DF-150 — de ligação entre o Gama e Santa Maria — e a outra no Guará. Apenas 2009 e 2006 tiveram pior resultado, quando 11 e 9 pessoas morreram na faixa de pedestres, respectivamente. Este ano, segundo o Departamento de Trânsito do DF (Detran), ainda não aconteceu nenhum acidente fatal na faixa.


Fonte: Correio Braziliense

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