Cresce o número de adoções de negros

Apesar de muitas pessoas inscritas no cadastro nacional ainda manifestarem preferência por bebês brancos, o DF registra aumento de famílias interessadas em receber as crianças que antes eram rejeitadas. Em dois anos, esse percentual quase dobrou

Publicação: 07/02/2013 06:02 Atualização: 07/02/2013 06:18

'Para a gente não faz diferença, mas para a sociedade, sim. Já fomos alvo de discriminação' Fabiana Gadelha, mãe de Valentina, Miguel e Arthur
“Para a gente não faz diferença, mas para a sociedade, sim. Já fomos alvo de discriminação” Fabiana Gadelha, mãe de Valentina, Miguel e Arthur

O número de crianças e adolescentes na fila de adoção é menor do que a quantidade de pessoas habilitadas pela justiça no Distrito Federal. A matemática é simples para que todos os meninos e meninas encontrem um lar. Mas essa conta não fecha porque o perfil dos pequenos nem sempre coincide com o desejo dos candidatos a pais. A maioria ainda prefere bebês brancos com até 3 anos.

No DF há, atualmente, 133 crianças e adolescentes cadastrados e 416 pessoas habilitadas para adoção. Um terço é de negros e a maioria, 62%, têm mais de 12 anos. Perfis que vão de encontro ao buscado pelos candidatos a pais. Mesmo assim, o número de crianças brancas adotadas caiu de 67,7%, em 2011, para 61% em 2012. Já a quantidade de meninos e meninas negros que encontraram um lar subiu de 29,2% para 36,8% no mesmo período. Esse crescimento vem sendo observado desde 2009, mesmo com a pequena queda registrada de 2010 para 2011. Já os pais, segundo os dados da VIJ, 85% são brancos. 


Fonte: Correio Braziliense

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