CPI da Saúde decide pedir ao Ministério Público documentos das denúncias feitas por Liliane Roriz

CPI da Saúde
Relator da CPI, deputado Lira, de chapéu, faz pergunta a Ricardo Cardoso (E). Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde aprovou no começo da tarde desta quarta-feira (31) dois requerimentos de solicitação de documentos referentes a denúncias investigadas pelo colegiado. A CPI vai solicitar ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e ao Ministério Público de Contas do DF cópias integrais dos documentos referentes às denúncias feitas pela deputada Liliane Roriz (PTB) sobre suposto desvio de recursos de uma emenda parlamentar para a área de saúde, no valor de R$ 30 milhões. A denúncia originou a operação Drácon, que resultou no afastamento dos titulares da Mesa Diretora da Câmara Legislativa, depois da renúncia da própria Liiliane, que era a vice-presidente da Casa.

Os integrantes da CPI também vão solicitar à Casa Civil e à secretaria de Fazenda e Planejamento do GDF as cópias de todos os processos envolvendo os projetos de lei 811 e 833/2015, que foram objeto da emenda parlamentar mencionada pela filha caçula do ex-governador Joaquim Roriz na denúncia sobre suposto desvio de recursos.

Depoimento do dia – A CPI se reuniu nesta quarta-feira para ouvir o depoimento do ex-diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso. A reunião, que começou pela manhã, só foi encerrada às 14h50. Cardoso é investigado em dois casos recentes em análise pela CPI: as gravações sobre suposto esquema de corrupção na Secretaria de Saúde divulgadas pela presidente do SindiSaúde, Marli Rodrigues, e as denúncias apresentadas por Liliane.

O ex-diretor negou participação em qualquer irregularidade e garantiu que as acusações são “ilações que serão rebatidas na Justiça”. Ele acrescentou que não participou e nem teve conhecimento de nenhuma etapa de elaboração da emenda para pagamento de serviços de UTI, apontados pela deputada do PTB como a origem do suposto desvio de recursos.

Segundo o depoente, ele teria sido apenas consultado por um assessor da Câmara sobre o nome correto do programa para pagar as UTIs. Cardoso também se colocou à disposição para participar de acareação com qualquer dos outros personagens envolvidos nas denúncias.

O ex-diretor respondeu perguntas dos deputados Wasny de Roure (PT), Robério Negreiros (PSDB), Sandra Faraj (SD) e Lira (PHS), relator da CPI. Questionado por Lira sobre a possibilidade da existência de um esquema para atrasar o pagamento de fornecedores na área da saúde para, posteriormente, oferecer algum tipo de vantagem aos empresários, em troca de propina, Cardoso negou veementemente e argumentou que os atrasos nos pagamentos se devem a falta de normas internas.

O deputado Robério Negreiros anunciou que vai interpelar judicialmente o ex-subsecretário de Logística e Infraestrutura da secretaria de Saúde, Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior, que citou seu nome nas conversas gravadas por Marli Rodrigues.

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