Corumbá IV vai abastecer brasilienses a partir de 2018

O governador Rollemberg (centro), acompanhado do diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles (esq.) e do presidente da Caesb, Maurício Ludovice (dir.). Foto: Antônio Sabino

O Sistema Produtor de Corumbá IV começará a abastecer a população brasiliense a partir de setembro de 2018. A garantia foi dada na sexta-feira (31) pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em visita à barragem, construída no município de Valparaíso (GO), na divisa com o Distrito Federal.

Corumbá IV está com 65% de suas obras concluídas, num investimento conjunto da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) e a Saneamento de Goiás (Saneago). A expectativa do Governo de Brasília é que a estação acabe com a crise hídrica do DF, gerando 2.800 litros de água por segundo. Isto aliviará a pressão sobre a barragem do Descoberto responsável pelo fornecimento para 65% da população brasiliense.

A obra custou R$ 540 milhões – R$ 270 milhões investidos pelo GDF. A água de Corumbá IV vai abastecer as cidades do Gama, Santa Maria e Recanto das Emas. Em Goiás, será levada para cidades do Entorno: Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso.

“Apesar de toda a crise econômica, separamos recursos para essa obra por entender a importância estratégica dela para o abastecimento de água no DF. Estamos garantindo, assim, um benefício para os dias atuais e para as futuras gerações”, disse Rollemberg.

O processo de licitação para captação de água de Corumbá começou em 2009, na gestão José Roberto Arruda. As obras foram iniciadas dois anos depois. Porém, em 2013, o trabalho foi paralisado, e só retomado em 2015.

Saneago

A obra é feita em parceria entre a Caesb e Saneago, responsável por 50% do investimento. Porém, desde 24 de agosto de 2016, a parte de responsabilidade de Goiás está sob intervenção do Ministério Público do estado. Segundo o MP, houve superfaturamento na aquisição bombas hidráulicas.

“Houve um parecer favorável do Ministério das Cidades enviado ao Ministério da Transparência. Na quinta-feira (30), o Ministério da Transparência voltou a encaminhar a resposta para o Ministério das Cidades. Não podemos afirmar como está esse parecer. A tendência é que seja de retomada”, disse o diretor de produção da Saneago, Marco Túlio de Moura.

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