Conversa de passarinheiro

Vamos passarinhar nos Parque do DF, projeto conjunto do OBSERVAVES e do IBRAM, em sua edição de agosto, aconteceu no domingo passado, dia 28, no Parque Veredinhas, em Brazlândia.

Ótima surpresa! O parque, com 29 hectares, possui muitas nascentes de águas límpidas que formam o córrego Veredinhas que deságua na Lagoa de Brazlândia. A vegetação é variada, entre matas de galeria, cerrado típico, veredas úmidas e uma área de antiga pastagem, que podem ser exploradas por meio de trilhas estreitas. Uma via de pedestre dentro do parque faz a ligação entre a Quadra 1 e o Setor Norte de Brazlândia, com um fluxo constante de moradores, o que dá ao parque um ar urbano especial.

Na passarinhada no Parque Veredinha compareceram os amigos do OBSERVAVES Erisvaldo (fazendo sua primeira saída com o grupo), Eugênio, o decano Herbert, Fernando, João Rios, Marcelo Vinicius, Marco, Moacir, Marcus e Paula, pais do Eduardo, o mascote do grupo, com oito meses e que comparece a todas as passarinhadas do projeto; Sandra e eu.

Foram avistasdas ou ouvidas 48 espécies, entre elas o inhambu-chororó, o gavião-peneira, o chibum, o andorinhão-do-buriti e o choro-boi. O destaque, pela “paciência” de ficar longos minutos posando e nos deixando aproximar até quase a um metro de distância para bons registros fotográficos, foi a peitica-de-chapéu-preto.

 

PEITICA-DE-CHAPÉU-PRETO – Griseotyrannusaurantioatrocristatus(d’Orbigny&Lafresnaye, 1837). Mede cerca de 17 cm, mas tem um nome científico que é um verdadeiro travalíngua. Também conhecido por bem-te-vi-cinza e mosquiteiro-cinzento. Apresenta o corpo todo cinza com a cabeça coberta com uma coroa preta; preta também é uma faixa na altura dos olhos formando uma faixa característica. As penas da parte superior da cabeça possuem a base amarela, característica visível quando a peitica-de-chapéu-preto eriça as penas. Isto, também, é comum em outros tiranídeos, como o bem-te-vi.

Ocorre em todo o Centro-Oeste, sendo observada, inclusive, em áreas urbanas. Nunca forma bandos, vivendo solitária ou com outra ave próxima, no máximo. Pousa em galhos visíveis, fios de eletricidade ou de cercas, mourões e outros locais expostos, de onde voa para caçar insetos e retorna ao ponto de saída.

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