COI pune Rússia com “medidas provisórias” e adia decisão sobre banimento das Olimpíadas

Yelena Isinbayeva-reprodução twitter
Yelena Isinbayeva, maior representante do atletismo russo, defendeu equipe do seu país em recurso na Corte Arbitral do Esporte, em Lausanne (Suíça). Foto: Reprodução/Twitter

O Comitê Olímpico Internacional (COI) ainda não apreciou o pedido da Agência Mundial Antidoping (Wada)  para excluir toda a delegação russa dos Jogos Olímpicos. No entanto, anunciou hoje (19) o que chamou de “medidas provisórias” sobre o escândalo de doping na Rússia, revelado por um relatório do Comitê Executivo da Wada.

O COI também deve considerar a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) sobre a situação dos russos do atletismo. O país já foi banido desse esporte nos jogos do Rio, mas o CAS deve julgar no dia 21 (quinta-feira), em Lausanne, na Suíça, o recurso de 68 atletas que ainda lutam contra a exclusão.

A musa Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica e recordista mundial do salto com vara,  serviu como advogada de defesa da equipe nesta terça-feira, diante do tribunal. “Eu fiz meu discurso. Meu tempo foi irrestrito. Eles (os árbitros) me ouviram muito atentamente. Vamos ver o que acontece. Eu estou otimista. Eu sempre torci pelo melhor e peço a tudo mundo que faça o mesmo”, disse a atleta.

Jogos de inverno – Entre as “medidas provisórias” anunciadas pelo COI está a decisão de não organizar ou patrocinar quaisquer eventos ou encontros esportivos na Rússia, incluindo os Jogos Europeus de 2019, organizados pelo Comitê Olímpico Europeu. O comitê pediu ainda que as federações internacionais de esportes olímpicos de inverno paralisem quaisquer preparativos para grandes eventos na Rússia, como copas do mundo ou campeonatos mundiais.

Algumas das medidas já anunciadas também dizem respeito a doping ocorrido em esportes de inverno e nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014,  na cidade russa de Sochi. Segundo o relatório, assinado pelo professor e jurista Richard McLaren, com base em documentos e provas testemunhais, a prática ilegal existiu durante a competição, com conhecimento de autoridades russas.

O relatório de McLaren acusou o ministro dos Esportes russo, Vitaly Mutko, de ter liderado o esquema de fraude nos exames de dopagem entre os anos de 2010 e 2015. Para a Wada, o ministério “controlou diretamente” o programa de “doping de Estado”.

Mutko se defendeu dizendo que essas acusações são “irreais e impossíveis” de terem ocorrido. Além da investigação do COI, a Fifa anunciou que também abriu uma investigação contra o ministro com base no relatório da Wada. Atualmente, ele é membro do comitê executivo da entidade e chefe do comitê organizador da Copa do Mundo de 2018, que ocorrerá na Rússia.

 

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