Celina considera vitória a decisão da Justiça

Celina e outros quatro distritais terão de responder por corrupção passiva no caso do UTIGate. Foto: Carlos Gandra/CLDF

A deputada Celina Leão (PPS) subiu à tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira (22) para comentar a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), que aceitou denúncia do Ministério Público contra ela própria e os deputados Raimundo Ribeiro (PPS), Cristiano Araújo (PSD), Julio César (PRB) e Bispo Renato Andrade (PR), por suposto desvio de recursos por meio de emenda parlamentar no caso conhecido como UTIGate, investigado pela Operação Drácon.

Celina considerou que a decisão judicial representa uma vitória, pois abrirá a oportunidade para a ampla defesa dos acusados. A distrital salientou que a decisão também assegura aos deputados o exercício do mandato, “conferido pelo voto popular”. Ela disse que respeita a decisão, embora considere desnecessário o foro privilegiado, que exigiu a manifestação do TJDF.

A deputada acredita que agora terá a oportunidade para esclarecer todos os fatos e provar sua inocência. “Não temos medo do processo. Encaramos como uma oportunidade para elucidar várias coisas, inclusive denúncias envolvendo o governador e seus familiares”, assinalou Celina, que classificou a denúncia como uma “manobra do governador” para afastar a oposição da Câmara Legislativa.

O deputado Cristiano Araújo também disse que aceitou a decisão com resignação e reforçou que o não afastamento dos distritais foi uma decisão acertada. Para ele, agora os acusados terão oportunidade de se defender e inquirir testemunhas.

Epilepsia – O deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) registrou a passagem do Dia Mundial da Epilepsia, que acontece em 26 de março, voltado para a conscientização sobre a doença. Segundo ele, a epilepsia é a segunda doença mais estigmatizada e discriminada no Brasil, perdendo apenas para a Aids.

Segundo ele, ainda persiste a noção equivocada de que a doença é contagiosa ou que não tem cura, prejudicando muitas pessoas, algumas inclusive perdendo seus empregos por causa de ataques. Delmasso informou que no DF existem cerca de 40 mil pessoas com epilepsia, sendo que quase a metade possui a modalidade de difícil controle.

Em Brasília, o Dia será lembrado com atividades e mobilização de combate à discriminação no Parque da Cidade, no próximo domingo.

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