Caridade: Uma virtude em extinção

A percepção da extinção da caridade – do simples notar a presença do outro – grita aos nossos ouvidos quando numa repartição americana só perceberam a morte de um funcionário dois dias depois, debruçado sobre sua mesa de trabalho. Se não fosse o odor teria ficado mais tempo.
Mesmo nos meios religiosos, vemos apenas filantropia, com algumas exceções e, filantropia não é caridade, o amor em ação.
Vemos religiosos servindo sopa e distribuindo cestas, mas não os vemos visitando seus irmãos sanguíneos pobres, o amigo doente ou apoiando o colega ou vizinho que acaba de separar-se ou perder o filho.
Até a caridade de ouvir está desaparecendo.  Acho que até os padres só escutam no confessionário por obrigação. Quanta gente suicida-se por não encontrar alguém para desabafar. Pobre humanidade que ainda não atingiu o ideal estabelecido pelos nossos ancestrais há aproximadamente 40 mil anos quando se uniram criando a sociedade: conjunto de sócios solidários, como bem conceituou Frei Beto.
O exercício da caridade – quando se põe o coração na ação – proporciona a emissão de luzes do emissor para o receptor gerando inúmeros benefícios para ambos, inclusive de saúde.
Soubesse o egoísta da importância do bem, seria bom por egoísmo.
Cresça e ajude o outro a crescer. ISSO É TUDO.

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