Caesb anuncia fim de racionamento de água em regiões do DF

 
Água na barragem de Santa Maria (Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília)
Água na barragem de Santa Maria (Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília)

Responsável pelo saneamento da capital federal, a Caesb informou neste domingo (25) que não há mais regiões afetadas pelo racionamento de água no Distrito Federal, que passou a entrar em vigor na sexta-feira (23). Segundo a companhia, as regiões de Sobradinho e Planaltina voltaram a ser abastecidas “em virtude do equilíbrio do sistema com as primeiras chuvas, a redução do consumo de água, a melhoria nos níveis das captações isoladas e as manobras técnicas realizadas diariamente”.

As duas áreas eram as últimas a ser afetadas pelas restrições de uso. A Caesb chegou a suspender o abastecimento em São Sebastião e Jardim Botânico. A situação foi normalizada na sexta, mesmo dia em que as medidas de racionamento passariam a valer.

“Para que o abastecimento continue normalizado em Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, São Sebastião e Jardim Botânico, a Caesb reforça a importância do uso racional e adequado da água em todo o Distrito Federal”, informou a empresa.

O DF passa por um período de escassez hídrica que deixa as regiões em alerta. São Sebastião, Jardim Botânico, Sobradinho I e II, Planaltina e Brazlândia dependem diretamente dos córregos, já que não são atendidas pelos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria.

A Adasa afirma que existe um risco real de casas e comércios desses locais ficarem sem água nas torneiras, uma vez que o fluxo de água nos córregos está reduzido.

Estação de tratamento de água do Lago Sul, que abastece o Jardim Botânico e Mangueiral, no DF (Foto: Marco Peixoto/Caesb/Divulgação)
Estação de tratamento de água do Lago Sul, que abastece o Jardim Botânico e Mangueiral, no DF (Foto: Marco Peixoto/Caesb/Divulgação)

Racionamento
Frente à possibilidade de crise hídrica, a Adasa decidiu proibir a irrigação de jardins de postos de combustível e o uso de água nas limpezas de para-brisas feitas por frentistas. As novas regras começaram a valem na quarta-feira (21) e foram anunciadas após reunião entre representantes dos estabelecimentos e técnicos da instituição.

Os postos também tiveram que trocar maquinário. Atualmente, cada um dos 320 estabelecimentos da capital gasta em média mil litros de água por hora, número considerado alto pela Adasa.

A agência informou ainda que vai revisar as autorizações de motoristas de caminhões-pipa para a retirada do recurso em córregos que já tenham níveis baixos. Eles só poderão recarregar seus tanques nos córregos entre 6h e 14h. O intervalo servirá para que os mananciais d’água “descansem”. O horário foi sugerido pelos próprios motoristas.

Os caminhões serão usados pelo governo do DF para garantir a água em hospitais, postos de saúde, centros de diálise e UPAs das regiões citadas, durante a fase de racionamento. O Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião, também será abastecido por caminhões. O plano não prevê envio de caminhões às escolas dessas áreas.

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