Teste revela irregularidades em bebidas energéticas

 

As bebidas energéticas são muito consumidas entre esportistas e atletas e, em alguns casos, misturados a bebidas alcoólicas em festas (vale lembrar que essa associação não deveria ser feita!). Se você é consumidor de bebidas energéticas, fique atento.

Foi realizado um teste pela Proteste com as dez marcas mais consumidas entre os brasileiros (Flash Power, Burn, Extra Power, Vibe, Flying Horse, Fusion, Red Bull, Red Nose, TNT e Bad Boy) para avaliar se as informações dos rótulos são fidedignas.

A Proteste encontrou problemas diversos, desde a falta de advertência sobre o consumo desse tipo de produto, até a data de fabricação (tudo bem, pois esse item não é obrigatório, o que é obrigatório é a data de vencimento, porém isso ajuda o consumidor a escolher, pois ele pode optar pelo produto mais “novo”).

Algumas informações nutricionais também apresentaram divergências. Apenas uma marca apresentou informações da tabela nutricional condizentes com a realidade. E o que mais chamou a atenção no teste foi a elevada quantidade de açúcar presente nesses produtos.

Os teores de açúcar variaram de 23 gramas por porção de 270 ml até 82,3 gramas por porção de 270 ml. Isso significa que, ao consumir duas porções (cerca de duas latas) da maioria das marcas, o consumidor já atinge o limite máximo de açúcar necessário para um dia inteiro.

De acordo com nossa legislação, uma bebida só pode ser considerada energética se tiver como ingrediente principal uma ou mais das seguintes substâncias: inositol, glucoronolactona, taurina e cafeína. Todos os produtos declararam corretamente os teores de cafeína.

Porém, a Proteste alerta que os resultados da taurina são preocupantes: três produtos apresentaram variações muito discrepantes de 33,75%, 30% e 51%, respectivamente, sendo em todas elas a informação do rótulo maior do que o valor medido. Ou seja, os fabricantes estão informando uma quantidade de taurina maior do que a existente no produto (ver teste na integra: www.proteste.org.br).

Em relação ao sódio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de, no máximo, 2g por dia desse mineral. No teste realizado, duas marcas têm 270 mg e 370 mg de sódio por lata, respectivamente. Portanto, se houver o consumo de quatro ou mais latas do produto, já haverá um consumo excessivo de sódio, proveniente dessas bebidas.

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