Banco do Brasil e sua campanha assassina

Quem tem saco e tempo, consumiu este e encheu aquele, se, por algum motivo houver ficado em casa com a TV ligada por alguns instantes nos últimos três meses. No meu caso, na rede Globo, infelizmente o único sinal que atende na minha casa.

Tempo perdido e saco cheio foi o que aconteceu comigo, por algumas vezes. Logo cedinho, na hora do Globo Rural, por volta das 6h da manhã, no Bom Dia DF, no Bom Dia Brasil e nos receituários de culinária que se seguem, dentre outros programas, a imagem que chama a atenção na telinha, nos intervalos comerciais, é a do ator Reynaldo Gianechini, com aquela voz impostada, encerrando o comercial em que ora aparece sozinho, ora na companhia de outros vultos não menos importantes no cinema midiático.

E, a milionária campanha do Banco do Brasil, intitulada “bom pra todos”, pode até crer-se que tenha sido boa pra todos que a fizeram, quem sabe, até mesmo para a instituição que a encomendou, aprovou e pagou pra rodar tal apelo massante e massivo em que o ator global contracena com um outro, parecido com aquele mil e um que aparecia com exclusividade nos comerciais da Bom-Bril.

E lá vem o Gianechini: “Banco do Brasil, cada vez mais bom pra todos”.

Quando pequeno, minha mãe, que havia aprendido a ler em casa, com seu irmão autodidata, me repreendia quando eu falava “mais bom”. Dizia ela: não é “mais bom”. É melhor”. Com ela comecei a aprender, e ainda não sei bem gramática até hoje, mas ouso em insistir que “mais bom” não é melhor pra ninguém. Ledo engano gramatical.

E, por falar em Banco do Brasil, quem não está nada satisfeito com ele, e também não engoliu bem a campanha publicitária, é um meu amigo, empresário, que teve o cartão corporativo de sua empresa utilizado indevidamente, com saques em boca de caixa e compras efetuadas com dito cartão em sapataria de shopping, e outros estabelecimentos.

Faz uma semana que o lesado requereu o extrato bancário, na agência de sua conta, no Pistão Sul de Taguatinga, e até hoje não obteve resposta, o que não está sendo nada bom, nem pra ele, nem pra todos os envolvidos nessa operação.

Em suma, concluo, no meu parco entender, que quem é bom mesmo não precisa dizer, nem que é bom, menos ainda que é mais bom. Do jeito que vai, dirá na próxima campanha, que é “mais melhor”. Não se sabe pra quem.

É que quem faz um cesto faz um cento. E quem assassina a gramática de uma forma, assassina de outra.

Eta campanha assassina.

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