Apagou-se uma luz

Centenas de brasilienses deram o último adeus ao empresário, poeta e agitador cultural Jorge Ferreira, na quinta-feira (4). Dono de 12 bares e restaurantes, entre eles o Feitiço Mineiro, o Bar Brasília, o Mercado Municipal e o Bar do Ferreira, Jorge morreu na terça (2), no Rio de Janeiro, vítima de aneurisma cerebral. Deixa esposa e três filhos. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva enviou uma coroa de flores e foi representado pelo assessor Paulo Okamoto.

Centenas de amigos, familiares e funcionários foram ao velório, no cemitério Campo da Esperança, onde o sepultamento ocorreu às 14h30. Aos 54 anos, Jorjão, como os amigos o chamavam, era um dos maiores agitadores culturais da cidade. Mineiro de Cruzília, chegou a Brasília em 1985 e tornou-se uma das lideranças dos meios artístico e empresarial da Capital.

Jorjão teve a rara capacidade de fazer amigos por onde passava. Como poeta ou como empresário, sua grande arte era unir pessoas. E seu velório foi uma prova disso. Ao lado de garçons e caixas, estavam ministros e secretários de Estado; em torno do caixão choravam juntos, cozinheiros, senadores, deputados e autoridades do Judiciário; em sua despedida, cantaram e rezaram, no mesmo tom, populares, artistas e parentes que ficaram órfãos de sua alegria e de sua criatividade.

E, ao final, num desabafo sofrido, todos se uniram num grito abafado pelos soluços e pelas lágrimas: “Salve, Jorge”.

Presenças ilustres

Compareceram ao velório de Jorge Ferreira, entre muitos outros, o escritor Ziraldo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo; os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT); o chefe da Casa Civil do GDF, Swendenberg Barbosa; vários deputados federais e distritais. Um dos mais emocionados era o líder do bloco PT/PRB na Câmara Legislativa, Chico Vigilante. “Perdi mais um irmão”, disse ele.

Fonte:

Deixe um comentário