Ame, cuide e seja feliz

Até meados dos anos 1970, o homem que matava uma mulher por traição era absolvido no tribunal por “legítima defesa da honra”.  Entretanto, era normal e aceitável o homem trair a mulher. Até que as mulheres se revoltaram, protestaram em passeatas e artigos publicados na imprensa. E esse entendimento mudou. Na mesma época, surgiu o slogan “quem ama não mata”.

Marido, mulher e filhos são companheiros de evolução. Estão reunidos para se ajudarem. No contato com a mulher, o homem deve desabrochar os sentimentos de paternidade, carinho, dedicação, paciência etc. No contato com o homem, a mulher deve desenvolver liderança, coragem, energia, firmeza. Não obstante, quando a convivência se torna impossível, é hora de parar a experiência de forma civilizada, sem apelar para a violência.

As pessoas sonham encontrar alguém que caiba nos seus sonhos, mas isso é ignorância porque ninguém tem que atender às expectativas de ninguém. Então, encontrando e acumulando aborrecimentos, sem dialogar para resolvê-los ou afastar-se, pode acontecer um acúmulo de ódio e descambar de forma desproporcional em violência costumeira ou definitiva, quando não se tem princípios humanísticos.

Portanto, aprenda a conversar, sem medo, desde o namoro. A omissão para não aborrecer e chegar ao casamento é causa-raiz que leva a barbaridades cotidianas. A mensagem cristã “seja seu falar, sim, sim, não, não”, indica que deve haver sinceridade nas relações.

Mestre Osho leva-nos a pensar: “Num mundo melhor e mais inteligente, as pessoas sentirão amor. As pessoas não são coisas, não se pode possuí-las. Nenhuma mulher ou homem é propriedade de ninguém. Que tipo de mundo é esse que vocês criaram? As pessoas foram reduzidas a propriedades, e depois surge o ciúme, o ódio. O amor é um entendimento profundo de que de alguma forma alguém o completa. A presença do outro melhora a sua presença. O amor dá-lhe liberdade para ser você mesmo; não é sentimento de posse. A última e mais difícil prova da universidade dos relacionamentos é deixar o outro livre, inclusive para não te amar”.

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