Adelmir entra no jogo

Além do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Valmir Campelo Bezerra, que se aposenta compulsoriamente, por idade, em 2014, quando completa 70 anos, o governador Agnelo Queiroz (PT) tem mais um candidato à sua sucessão em 2014. O ex-senador Adelmir Santana (PSD) admite concorrer, caso haja uma conjugação das forças políticas que gravitam em torno do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Ao receber o Brasília Capital em seu gabinete na presidência da Fecomércio, na quinta-feira (13), o ex-senador revelou a intenção de retornar à vida pública no próximo ano. “Mas só aceito dois tipos de candidatura: a presidente da República ou a governador do Distrito Federal”, avisa.

Adelmir sabe que a vaga de presidente da é praticamente impossível, em função da liderança do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto  Kassab. Mas acha viável a postulação ao Palácio do Buriti, desde que haja um consenso em torno de seu nome pelos partidos e líderes políticos da base rorizista.

“Não tenho dúvida de que em Brasília existem apenas duas grandes legendas eleitorais: o Partido dos Trabalhadores e o ex-governador Joaquim Roriz. O PT está com uma máquina poderosíssima nas mãos e lançará o governador Agnelo Queiroz à reeleição. O rorizismo ainda não definiu um nome. Se precisar, estarei à disposição”, disse.

Na visão de Adelmir Santana, o vice-governador Tadeu Filippelli tende a manter o PMDB ao lado do PT, assegurando a vaga que hoje já é dele. Nessa coligação devem permanecer, ainda, pequenos partidos, como o PPL liderado pelo diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Marco Antônio Campanela, e o PV. Legendas como o PTB, do senador Gim Argello, e o PP, do deputado Benedito Domingos, na análise de Adelmir, só se definiriam nas convenções que ocorrerão no primeiro semestre de 2014.

Partidos de esquerda, como o PSB, PDT, MD, PSol e Rede deverão se agrupar no apoio à candidatura do senador Rodrigo Rollemberg (PSB). Mas precisarão evitar qualquer racha entre eles e evitar o surgimento de “penetras” que possam descaracterizar o perfil ideológico de figuras como Toninho do PSol – na visão de Adelmir potencial vice nessa chapa – e do deputado José Antônio Reguffe (PDT), o mais provável candidato ao Senado.

Adelmir sabe que precisará disputar espaço com medalhões da política brasiliense, como o próprio Roriz, e os ex-governadores José Roberto Arruda (sem partido) e Maria de Lurdes Abadia. Correm nessa raia, ainda, os deputados federais Izalci Lucas (PSDB) e Luiz Pitiman (PMDB), o ex-deputado Jofran Frejat (PSC) e a distrital sua correligionária Eliana Pedrosa (PSD).

“Não é fácil. São todos nomes muito fortes e de grande potencial. Mas, se quiserem procurar um que una a todos, estarei à disposição”, brinca Adelmir, reforçando que “se não for para concorrer a governador, continuarei tranqüilo em minha luta em defesa das classes produtores e empreendedoras em instituições como a Fecomércio, o Senai, o Senac e o Sebrae”.

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