A farra dos outdoors no Park Way

É impossível passar pela Estrada Parque Vicente Pires (EPVP), que liga a EPTG (Estrada Parque Taguatinga-Guará) à EPNB (Estrada Parque Núcleo Bandeirante) e não reparar na quantidade de outdoors, que aumenta a cada dia. Além de poluir visualmente as margens da pista, as peças podem desviar a atenção dos motoristas e causar acidentes.

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Principal Avenida do Park Way. Foto: A. Sabino

Entre pardais e enormes áreas verdes, existem 19 engenhos publicitários autorizados ao longo da rodovia, segundo dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), e pelo menos outros três instalados irregularmente dentro de propriedades privadas às margens da via.

 “É um absurdo permitirem esse tipo de coisa. A gente adquire uma casa num local com ampla visão do horizonte e, de um dia para o outro, ao abrir a janela do quarto, dá de cara com uma placa”, protesta o empresário Marcio Guimarães, morador de um condomínio na Quadra 4.

Responsável pelo licenciamento desse tipo de publicidade, a Administração Regional do Park Way informou, por nota da assessoria de imprensa, que nenhuma autorização foi concedida pelo órgão e que a instalações em propriedades privadas é regulada pela Agência de Fiscalização (Agefis).

Também por meio de nota, a Agefis informou que já tem programação fiscal em andamento a respeito dos engenhos publicitários em todo o DF, porém sem data prevista para a remoção. “Auditores já notificaram 969 outdoors, com o prazo de 20 dias para que obtivessem a licença ou que retirassem a estrutura. A próxima etapa da programação será de multa seguida, da apreensão dos engenhos”, disse a Assessoria.                  Acidentes – A EPVP é a principal via acesso dos moradores de Águas Claras e das quadras 3 a 5 do Park Way. A rodovia começa no viaduto Israel Pinheiro, na EPTG, e se estende até a EPNB. Logo nos primeiros dois quilômetros, oito grandes outdoors disputam a atenção dos motoristas. O problema é que esse “público-alvo” está sempre às voltas com os constantes engarrafamentos e não raro acabam motoristas engavetados na traseira de outros veículos, especialmente na entrada principal de Águas Claras.

Na quadra 301 de Águas Claras, por exemplo, um engenho publicitário com duas datas de autorização diferentes, de 1997 e de 2006, anuncia uma barbearia. O excesso de identificação nas permissões contrasta com a falta de informação do responsável pelo equipamento, já que o nome da empresa de publicidade e o seu número de telefone não estão na placa.

Próximo à ciclovia, na Quadra 5 do Park Way, outra irregularidade é encontrada. No mesmo engenho publicitário estão instalados dois outdoors. Em nenhuma face do equipamento pode ser vista a identificação da empresa responsável pelo equipamento.

O DER afirmou que é obrigatória a identificação do responsável, com nome e número de telefone. “O DER/DF notifica as empresas para identificarem seus equipamentos licenciados, quando constatada tal irregularidade”, disse em nota a Assessoria de Imprensa.

Nos finais de semana a poluição visual é intensificada com a exposição de placas e cavaletes de corretores e imobiliárias anunciando apartamentos e quitinetes em Águas Claras, além de outras propagandas de vendedores de plantas e até de churrasco e frango assado.

Explosão – O número de outdoors autorizados pelo DER aumentou entre 2006 e 2010 com o crescimento da população de Águas Claras. Dos equipamentos sem iluminação, são cobrados R$ 4.102,92 ao ano e, dos que têm iluminação a taxa anual é de R$ 5.386,50 de cada face. Os equipamentos com alternância de movimentos custam R$ 8.277,12 por ano. Já as empresas de publicidade cobram entre R$ 1.900 e R$ 2.500 por mês para expor a propaganda de seus clientes num espaço de aproximadamente 27m².

 

 

 

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