8ª Parada Gay de Taguatinga recebe 15 mil participantes

Cerca de 15 mil pessoas participaram ontem (25) da 8ª Parada Gay de Taguatinga. A marcha saiu da QNE 27 por volta das 14h, e seguiu em direção a Avenida das Palmeiras, onde terminou, por volta das 22h, com segurança garantida pelo apoio da Polícia Militar do DF.

O tema desta edição foi “Vamos mostrar que não há cura para quem não está doente” em referência ao projeto de lei criado pelo deputado federal João Campos (PSDB-GO), que autorizaria a “cura gay” e foi aprovado este ano.

Ao longo da parada, moradores da cidade, integrantes e simpatizantes do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) seguiram dois trios elétricos, onde se apresentavam DJs e os artistas brasilienses Aretuza Lovi e Allice Bombom.

O ponto alto do evento ocorreu na apresentação da cantora Wanessa Camargo, à noite. Além de ser um ícone gay, Wanessa também é apoiadora do movimento. “Brasília faz bonito na causa gay”, declarou.

Liberdade de Expressão

Em 2012, a Administração Regional chegou a negar a autorização para a realização da marcha na comercial norte de Taguatinga, mas precisou voltar atrás após determinação da Casa Civil do DF. A polêmica aconteceu porque o administrador, Carlos Jales, não autorizou a realização da festa ali alegando reclamações de moradores e ofereceu outros lugares, como o estacionamento de um estádio, o que não foi aceito pelos organizadores. “Com persistência e luta, a comunidade gay e seus apoiadores foram às ruas e fizeram um grande evento”, destacou o idealizador da parada gay, Fabinho Dias.

Ainda este ano o deputado distrital Washington Mesquita (PSD), ligado a movimentos religiosos, e seu tutor político, Padre Moacir, tentaram impedir a realização da Parada Gay de Taguatinga, pedindo ao governador Agnelo Queiroz que impedisse o envio de verbas para o evento, sem sucesso.

Ainda neste ano, o DF terá a 16ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, no Plano Piloto, marcada para o dia 6 de outubro, com o tema “Família de Pais LGBT”.

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