domingo, 4 de dezembro de 2011

No DF, 60% das vítimas de homicídios tinham dívidas com a Justiça


Dos 618 assassinatos registrados entre 1º de janeiro e 2 de dezembro, 370 vítimas, ou 60% do total, tinham dívidas com a Justiça e respondiam a inquéritos policiais, Termos Circunstanciados, cumpriam prisão domiciliar ou provisória quando foram mortos. Em um levantamento inédito, a Secretaria de Segurança Pública mapeou todos os crimes que foram praticados por homens que tinham seus dias contados para entrar na triste lista de pessoas que perderam a vida de forma violenta neste ano. O relatório identifica cada um dos crimes praticados pelas vítimas, o dia e a hora em que foram mortos e o tipo de arma que foi usada. As vítimas que formam esse grupo de risco estão sendo chamadas pelas autoridades de “morredores”, por terem um destino quase certo. O estudo denuncia que muitas das pessoas assassinadas eram velhas conhecidas das polícias Civil e Militar. Algumas delas eram responsáveis por matar desafetos e respondiam a oito inquéritos policiais, por exemplo. Outro fenômeno apontado pelo levantamento mostra que os executores preferem usar armas de fogo no momento de matar. Em apenas sete casos outro tipo de arma – como facas, pedras, cordas e fios – foi usada nos homicídios. Para o subsecretário de Operações da Secretaria de Segurança, coronel Jooziel Freire, uma série de fenômenos pode explicar a crescente onda de homicídios. “Como os dados mostram, em 60% dos casos as vítimas tinham envolvimento com a criminalidade. Evitar um homicídio por acerto de contas ou dívidas com tráfico de drogas é difícil. São pessoas marcadas para morrer em razão do histórico de vida que tinham.”


Fonte: Jornal de Brasília



Extratos dos Jornais 

0 comentários:

Postar um comentário