2014 é agora

Agnelo e Filippelli a continuidade da dupla para 2014
Agnelo e Filippelli a continuidade da dupla para 2014

A uma semana do encerramento do prazo de filiação partidária (5 de outubro) para as eleições de 2014, as principais peças que disputarão o Palácio do Buriti estão posicionadas no tabuleiro. O governador Agnelo Queiroz (PT), aparentemente, convenceu o vice Tadeu Filippelli (PMDB) a repetir a dobradinha vitoriosa de 2010. E já é dado como certo por seus aliados o nome de Gim Argello (PTB) como candidato ao Senado, assegurando à coligação o maior tempo de televisão, independentemente das composições a serem feitas por seus concorrentes. “Não posso deixar no palanque do governo que tanto ajudei”, disse Gim ao Brasília Capital.

O ex-governador Joaquim Roriz, depois de desistir de ir para o PSDB, esteve com um pé no DEM. Mas foi rejeitado pelo senador Agripino Maia (RN), mesmo convidado oficialmente pelo presidente regional, ex-deputado Alberto Fraga. Sem perder tempo, correu para os braços do antigo aliado, ex-senador Luiz Estevão, e, na quinta-feira (26) assinou a ficha de filiação ao nanico PRTB. “Estou ingressado, com muito orgulho, no PRTB, para ser candidato ao GDF, como opositor à atual gestão, que está maltratando a cidade. Não tenho condenação, não tenho rabo preso, nem rabo de palha”, avisou. Precisará, porém, de uma boa coligação, pois sua legenda dispõe de míseros dois segundos de tempo de rádio e TV.

Dois dias antes, o deputado Luís Pitiman trocara o PMDB pelo PSDB. A festa, embora pequena (pouco mais de 100 pessoas compareceram) para quem tem pretensões tão ambiciosas, contou com um convidado ilustre: o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato a presidente da República. A tucanagem brasiliense parece pouco empolgada. E Pitiman tratou de evitar polêmica: “sou um soldado. Vim para somar”, disfarçou.

A distrital Eliana Pedrosa foi outra que procurou um novo caminho para manter o sonho de se candidatar ao GDF. Saiu do esvaziado PSD, onde o ex-governador biônico Rogério Rosso não conseguiu segurar nenhum dos quatro distritais que faziam parte de sua bancada, para tentar renovar o PPS, sucedâneo do velho Partidão (PCB). Mas pode espantar a mais tradicional liderança do partido no DF: o suplente de deputado federal Augusto Carvalho deve migrar para o recém-fundado Partido da Solidariedade (PS).

O ex-governador José Roberto Arruda teve as contas de 2008 aprovadas pela Câmara Legislativa na terça-feira (24). Comemorou, discretamente, entre amigos, no escritório de seu advogado, no Lago Sul. E deixou claro que o sonho de retornar à cadeira de onde foi apeado em 2010 está vivo. Pessoas muito próximas dão conta de que ele, inclusive, já assinou a ficha de filiação ao PR, de onde o deputado federal pastor Ronaldo Fonseca saiu para engrossar as fileiras do também recém-fundado PROS.

Ex-governador Arruda lidera as pesquisas de intenções de voto
Ex-governador Arruda lidera as pesquisas de intenções de voto

Os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT) também estão no páreo. O primeiro é candidato explícito. O outro prefere aguardar o andar da carruagem, mas liberou seus aliados para espalhar a notícia de que “não fugirá à luta”. Enquanto isso, lança o nome do correligionário, deputado José Antônio Reguffe, que aceita a brincadeira como forma de cacifar pela disputa da única vaga de senador.

Resta o eterno postulante Toninho Andrade, do PSol. Terceiro colocado na corrida de 2010, ele acabou apoiando Agnelo no segundo turno. E tudo leva a crer que melhor sorte não terá em 2014.

 

Por Orlando Pontes

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